Página seguinte Página anterior Índice

6. Configuração dos vários programas

6.1 Aplicativos

A maioria das aplicações que rodam no Unix usa algum tipo de arquivo de configuração que o usuário coloca em seu diretório de trabalho (home) e cujo nome normalmente é .alguma-coisarc. Tanto quanto possível, tentei evitar que isso fosse necessário, pois além de dar mais trabalho ao usuário (e ao administrador da rede ;-) pode dificultar um pouco as coisas. Por exemplo, aqui no CPMet temos o diretório home compartilhado entre um servidor Alpha rodando DEC UNIX com os PCs rodando Linux via NFS (até a maior parte do Linux está instalada no Alpha, os PCs só têm a partição raiz e uma área de swap). Os arquivos podem necessitar algum ajuste dependendo da plataforma e nem todos os programas possuem flexibilidade bastante para isso.

Uma opção que muitos programas também oferecem é especificar em uma variável de ambiente o nome do arquivo de configuração ou o uso de arquivos padrão que normalmente ficam em um diretório /usr/lib/alguma-coisa ou /etc/alguma-coisa.

Bash (biblioteca GNU readline)

Os programas que utilizam a biblioteca GNU readline para ler a linha de comando procuram por um arquivo chamado .inputrc no diretório ``HOME'' do usuário caso não exista uma variável de ambiente INPUTRC contendo o caminho para um arquivo de configuração.

Coloque uma linha no seu arquivo /etc/profile contendo

INPUTRC="/etc/inputrc"
export INPUTRC
e crie um arquivo /etc/inputrc contendo
set meta-flag on
set convert-meta off
set output-meta on
Outra alternativa é criar um arquivo .inputrc no diretório home do usuário com o conteúdo acima, mas é muito difícil manter atualizados os arquivos de todos os usuários, principalmente quando eles são muitos.

Um arquivo inputrc mais completo pode ser obtido via WWW na página do Portuguese HOWTO. Ele contém opções para vários tipos de terminal e permite usar as teclas de movimento de cursor para percorrer o histórico de comandos (setas para cima e para baixo); ir para o primeiro e para o último comandos do histórico (teclas PageUp e PageDown); posicionar o cursor na linha (setas para a esquerda e direita) e posicionar o cursor no início e no fim da linha (teclas Home e End).

Para maiores informações leia os manuais do bash e da biblioteca readline com os comandos

man bash
man readline

tcsh

Nenhuma medida especial é necessária se for feita a correta configuração das variáveis de ambiente ``LANG'' e ``LC_ALL'', conforme mostrado mostrado na seção  Biblioteca libc.

Joe

Invoque o joe com a opção -asis na linha de comando ou altere os arquivos de configuração para ativar tal opção. Na Slackware eles estão no diretório /usr/lib/joe. Tudo que se tem a fazer é remover o espaço em branco existente no início de cada linha. Outra alternativa é acrescentar a seguinte linha ao arquivo /etc/profile:

alias joe='joe -asis'

Joe pode emular os editores Pico, emacs e WordStar. Um arquivo joerc está disponível via WWW na página do Portuguese HOWTO, contendo configurações que permitem usar as teclas Home e End para movimentar o cursor para o início e fim da linha.

Less

Coloque as seguintes linhas no seu arquivo /etc/profile:

LESS="-MM -i"
LESSCHARSET="latin1"
LESSKEY="/etc/lesskey"
LESSOPEN='|lesspipe.sh "%s"'
export LESS LESSCHARSET LESSKEY LESSOPEN
LESSKEY informa o nome de um arquivo contendo uma tabela de seqüências de caracteres geradas por cada tecla e as ações a serem tomadas pelo less. Para criar o arquivo /etc/lesskey, crie primeiro o arquivo /etc/lesskey.in contendo as seguintes linhas:
# Termianl ANSI (console do Linux, XTerm, etc)
\e[1~   goto-line
\e[4~   goto-end
\e[5~   back-screen
\e[6~   forw-screen
\e[7~   goto-line
\e[8~   goto-end
\e[A    back-line
\e[B    forw-line
# XTerm
\eOH    goto-line
\eOF    goto-end
\e[H    goto-line
\e[F    goto-end
# Console Sun (testado com teclados Type 4/5)
\e[214z goto-line
\e[220z goto-end
\e[216z back-screen
\e[222z forw-screen
# Arquivo seguinte/anterior
:n      next-file
:N      next-file
:p      prev-file
Depois ``compile-o'' usando o comando
# lesskey -o /etc/lesskey /etc/lesskey.in
Crie o arquivo /usr/bin/lesspipe.sh contendo
#!/bin/sh
# This is a preprocessor for 'less'.  It is used when this environment
# variable is set:   LESSOPEN="|lesspipe.sh %s"

case "$1" in
  *.rpm) rpm -qilp "$1" 2>/dev/null ;;
  *.tar) tar tvvf "$1" 2>/dev/null ;;
  *.tgz | *.tar.gz | *.taz | *.tar.Z | *.tar.z)
    tar tzvvf "$1" 2>/dev/null ;;
  *.tbz2 | *.tar.bz2)
    bzip2 -dc "$1" | tar tvvf - 2>/dev/null ;;
  *.Z) gzip -dc "$1"  2>/dev/null ;;
  *.z) gzip -dc "$1"  2>/dev/null ;;
  *.[1-9].gz | *.n.gz | *.man.gz)
    FILE=`file -Lz "$1" | cut -d ' ' -f 2`
    if [ "$FILE" = "troff" ]; then
      gzip -dc "$1" | groff -s -p -t -e -Tlatin1 -mandoc
    fi ;;
  *.gz) gzip -dc "$1"  2>/dev/null ;;
  *.zip) unzip -l "$1" 2>/dev/null ;;
  *.[1-9] | *.n | *.man)
    FILE=`file -L "$1" | cut -d ' ' -f 2`
    if [ "$FILE" = "troff" ]; then
      groff -s -p -t -e -Tlatin1 -mandoc "$1"
    fi ;;
esac
Não esqueça de torná-lo executável:
chmod 755 /usr/bin/lesspipe.sh
Na distribuição Debian já existe um script /usr/bin/lesspipe (note a ausência da extensão .sh). Essa parte do lesspipe.sh também não tem nada a ver com acentuação, mas não deixa de ser útil. Para os curiosos a respeito da referência a ``*.rpm'', embora na máquina em questão se use Slackware, é possível ter o utilitário RPM instalado também, o que facilita tomar emprestados pacotes do Red Hat, Caldera, etc. Existe um RPM+Slackware Mini-HOWTO que explica como fazer isso.

ls

Acrescente a seguinte linha ao arquivo /etc/profile :

alias ls="ls -N"
ou
alias ls="ls -b"
Se a sua distribuição de Linux usa o GNU ls (todas as que eu conheço usam) basta acrescentar ao arquivo /etc/profile ou .profile as seguintes linhas:
# -----------------------------------------
# Set up the color-ls environment variables
# -----------------------------------------
if [   "$SHELL" = "/bin/bash" -o \
       "$SHELL" = "/bin/sh" ]; then
   eval `dircolors -b`
elif [ "$SHELL" = "/bin/zsh" ]; then
   eval `dircolors -z`
elif [ "$SHELL" = "/bin/ash" ]; then
   eval `dircolors -s`
elif [ "$SHELL" = "/bin/ksh" -o \
       "$SHELL" = "/bin/pdksh" ]; then
   eval `dircolors -k`
elif [ "$SHELL" = "/bin/csh" -o \
       "$SHELL" = "/bin/tcsh" ]; then
   eval `dircolors -c`
else
   eval `dircolors -b`
fi
Se o seu shell é o csh ou tcsh, acrescente a seguinte linha ao arquivo /etc/csh.login ou ~/.login:
alias ls 'ls --color'

Man, groff, troff

Pode-se usar a opção de linha de comando -Tlatin1 para o groff, mas é mais simples colocar uma linha no seu arquivo /etc/profile contendo

GROFF_TYPESETTER="latin1" 
export GROFF_TYPESETTER
Para maiores informações leia o manual do groff com o comando
man groff

O comando man usa o groff para formatar os manuais e deve ser configurado para usar o conjunto Latin 1, ou não será possível formatar satisfatoriamente manuais que contenham caracteres não pertencentes ao conjunto ASCII, como é o caso do ``man iso_8859_1''. Na distribuição Slackware, é preciso editar o arquivo /usr/lib/man.config e alterar as definições NROFF e NEQN, trocando a opção ``-Tascii'' para ``-Tlatin1'':

NROFF           /usr/bin/groff -Tlatin1 -mandoc
NEQN            /usr/bin/geqn -Tlatin1
ou, se usarmos a variável de ambiente GROFF_TYPESETTER, podemos simplesmente eliminar a opção -Tascii. Na distribuição Debian não é necessário fazer nenhuma configuração para o man, bastando configurar GROFF_TYPESETTER.

Midnight Comander (mc)

No menu Options sub-menu Display bits... ligue a opção ``Full 8 bits'' ou ``ISO 8859-1''. Na versão 3.2.11 isso permite que sejam mostrados nomes de arquivos contendo caracteres acentuados, mas não foi possível digitar tais caracteres na linha de comando ou nas caixas de diálogo.

Minicom

Coloque uma linha no seu arquivo /etc/profile contendo

MINICOM="-m -c on" 
export MINICOM
Isso permitirá usar a tecla Alt para ativar os comandos (exatamente como o Telix) e também usar cores. Para maiores informações, leia o manual do Minicom usando o comando
man minicom
Mais uma dica sobre o Minicom: para fazê-lo usar usar corretamante a tecla Meta para ativação dos comandos rodando dentro de um xterm, deve-se invocá-lo com a opção ``-m'' e passar a opção ``-xrm "*eightBitInput: false"'' para o xterm. Se usarmos o rxvt então o minicom deve ser chamado com a opção ``-m'' e a tecla de ativação dos comandos será Alt. Fiz uma adaptação no script xminicom que pode ser obtido via WWW na página do Portuguese HOWTO.

Segundo Arnaldo Carvalho de Melo acme@conectiva.com.br as versões mais recentes do minicom suportam internacionalização. Suporte para o Português foi acrescentado pelo pessoal da Conectiva. Um pacote RPM (para a distribuição Red Hat) pode ser obtido via FTP anônimo em

ftp://ftp.conectiva.com.br/pub/conectiva/marumbi/RedHat/RPMS/
e o código fonte na página do Jukka (atual mantenedor do Minicom) em
http://www.clinet.fi/~walker/minicom.html

nn

Alô, alô, alguém usa nn? Informação mais atualizada será bem recebida.
Acrescente a seguinte linha ao arquivo ~/.nn/init:
set data-bits 8

Emacs

O pai de todos os editores pode ser configurado criando-se um arquivo chamado .emacs no diretório do usuário, contendo as seguintes linhas:

(set-input-mode nil nil 1)
(standard-display-european t)
(require 'iso-syntax)

Para tornar esta configuração global, na distribuição Slackware coloque os comandos no arquivo /usr/lib/emacs/site-lisp/site-start.el. Na distribuição Debian o emacs executa todos os scripts contidos no diretório /etc/emacs/site-start.d ao ser carregado. Tudo que se tem a fazer é colocar esses comandos em um arquivo chamado, por exemplo, 01portugues-emacs.el.

Se o estimado leitor, assim como eu, não se agrada do tratamento dado pelo Emacs às teclas de Delete, Home e End, aproveite a oportunidade e acrescente ao mesmo arquivo o seguinte:

(global-unset-key [backspace] )
(global-set-key [backspace] 'delete-backward-char)
(global-unset-key [delete] )
(global-set-key [delete] 'delete-char)
(define-key global-map [home] 'beginning-of-line)
(define-key global-map [C-home] 'beginning-of-buffer)
(define-key global-map [end] 'end-of-line)
(define-key global-map [C-end] 'end-of-buffer)

Arquivos de configuração prontos podem ser obtidos via WWW na página do Portuguese HOWTO. Para Slackware, há um site-start-emacs.el, que deve ser copiado para o diretório /usr/lib/emacs/site-lisp com o nome de site-start.el. Para Debian, há um 01portugues-emacs.el que deve ser copiado para o diretório /etc/emacs/site-start.d.

Certifique-se de estar usando a versão 24-out-1998 ou mais recente do arquivo de mapa de teclado para o X, pois ela possui uma correção no tratamento das teclas modificadoras Alt e Meta, que são muito usadas pelo Emacs.

Xemacs (antigo lucid emacs)

Agradeço a colaboração de Judson Santos Santiago e Goedson Teixeira Paixão que ajudaram a identificar os problemas com o Xemacs.

O Xemacs já tem suporte à acentuação direta no teclado usando ``dead keys'', mas há um erro na configuração original que o impede de reconhecer o acento circumflexo. Este problema não ocorre se for usada a biblioteca Xlib aterada por Thomas Quinot, mencionada na seção  Cotornando os limites do X, mas mesmo que não a usemos, basta colocar os seguintes comandos no seu arquivo de configuração .emacs:

;; Ajuste para fazer o acento circunflexo funcionar
;; Contribuição de Goedson Teixeira Paixao <gopaixao@dcc.ufmg.br>
(require 'x-compose)
(define-key global-map 'dead-circumflex compose-circumflex-map)

Na distribuição Debian 2.0 o Xemacs 20.4 executa todos os scripts contidos no diretório /etc/xemacs20/site-start.d ao ser carregado. Tudo que se tem a fazer é colocar esses comandos em um arquivo chamado, por exemplo, 01portugues-xemacs.el. Não é necessário instalar o xemacs20-mule, que possui extensões para línguas que não usam o alfabeto romano. Os pacotes a instalar são os seguintes:

Se você instalou o Xemacs no Slackware ou outro Unix, à moda antiga (dowload, compilação, instação), então o arquivo a alterar é o site-start.el, que deve estar no diretório /usr/lib/xemacs/site-lisp ou /usr/local/lib/xemacs/site-lisp, dependendo de sua instalação.

Observe que a partir da versão 20.3 o Xemacs usa uma variável especial para controlar o comportamento da tecla ``Delete'', não existente nos outros emacs chamada delete-key-deletes-forward. Para ativar este comportamento coloque no seu arquivo .emacs uma linha contendo

(setq delete-key-deletes-forward t)

Arquivos de configuração prontos podem ser obtidos via WWW na página do Portuguese HOWTO. Para Slackware, há um site-start-xemacs.el, que deve ser copiado para o diretório correto com o nome de site-start.el. Para Debian, há um 01portugues-xemacs.el que deve ser copiado para o diretório /etc/xemacs20/site-start.d.

Certifique-se de estar usando a versão 24-out-1998 ou mais recente do arquivo de mapa de teclado para o X, pois ela possui uma correção no tratamento das teclas modificadoras Alt e Meta, que são muito usadas pelo Xemacs.

flex

Especifique a opção -8 se o parser a gerar necessitar de ler dados de 8 bit.

Pine e Pico

Para o Pine utilizar o conjunto de caracteres Latin 1, coloque uma linha no arquivo .pinerc, no diretório do usuário, contendo

character-set=ISO-8859-1
ou crie um arquivo geral de configuração contendo tal linha. Esse arquivo normalmente é /usr/local/lib/pine.conf ou /usr/lib/pine.conf

A configuração também pode ser feita usando o próprio programa. No menu de entrada selecione as opções Setup/Configuration. Vá até o ítem ``character-set'' e preencha-o com ``ISO-8859-1''. Para maiores informações leia o manual do pine com o comando

man pine

TeX, LaTeX

O pacote Babel, criado por Johannes Braams provê suporte a um grande número de línguas para o LaTeX. Normalmente apenas o suporte a separação silábica para Inglês e Alemão são carregados.

Para configurar a separação silábica no teTeX, execute o utilitário texconfig, que na distribuição Slackware deve ser o programa /usr/lib/teTeX/bin/texconfig e na Debian é /usr/bin/texconfig. Selecione a opção ``HYPHEN''. O editor de texto será carregado, para editar o arquivo language.dat. Procure uma linha que começa por %portuges e remova o %. Grave o arquivo e saia do editor. O texconfig atualizará diversos arquivos de configuração (não se assuste com a quantidade de mensagens que aparecerão na tela).

O editor carregado normalmente é o vi. Se o seu editor predileto for outro, crie uma variável de ambiente chamada EDITOR contendo o nome desse programa.

Normalmente a introdução de caracteres acentuados no texto exige o uso de seqüências de escape bastante trabalhosas. Para gerar um ``ö'' deve-se digitar \"o. Com babel pode-se digitar apenas "o, o que não deixa de ser inconveniente para ler o fonte do documento. Há um pacote chamado inputenc que permite especificar a codificação em que estão os caracteres de um documento. Lembre-se porém que se o seu documento for enviado para outro usuário que não possua o inputenc ele poderá não conseguir processá-lo, mas esse recurso já está disponível desde a liberação do LaTeX2e em dezembro 1994. Todas as distribuições de Linux atuais o incluem.

Para testar a nova configuração copie o seguinte trecho para um arquivo chamado, digamos, exemplo.tex:

\documentclass[a4paper]{article}
\usepackage[latin1]{inputenc}
\usepackage[portuges]{babel} 

\begin{document}
\title{Linux Portuguese-HOWTO}
\author{Carlos Augusto Moreira dos Santos}
\date{17 de julho de 1998}

\maketitle

\section{Introdução}

Este documento pretende ser um guia de referência de configuração do
\textbf{Linux} e seus programas, teclados e fontes de caracteres,
permitindo sua internacionalização/utilização confortável por pessoas
que falem a Língua Portuguesa.

\end{document}
Esse texto contém de propósito uma palavra bastante longa para forçar a separação silábica. Ele está disponível via WWW no arquivo exemplo.tex na página do Portuguese HOWTO. Para processá-lo, use o comando latex, conforme mostrado a seguir:
bash$ latex exemplo.tex
This is TeX, Version 3.14159 (C version 6.1)
(exemplo.tex
LaTeX2e <1996/06/01>
Hyphenation patterns for english, german, portuges, loaded.
(/usr/lib/teTeX/texmf/tex/latex/base/article.cls
Document Class: article 1996/05/26 v1.3r Standard LaTeX document class
(/usr/lib/teTeX/texmf/tex/latex/base/size10.clo))
(/usr/lib/teTeX/texmf/tex/latex/base/inputenc.sty beta test version
(/usr/lib/teTeX/texmf/tex/latex/base/latin1.def))
(/usr/lib/teTeX/texmf/tex/generic/babel/babel.sty
(/usr/lib/teTeX/texmf/tex/generic/babel/portuges.ldf
(/usr/lib/teTeX/texmf/tex/generic/babel/babel.def))) (exemplo.aux) [1]
(exemplo.aux) )
Output written on exemplo.dvi (1 page, 892 bytes).
Transcript written on exemplo.log.
A mensagem ``Hyphenation patterns for english, german, portuges, loaded.'' indica que a configuração foi bem sucedida. Se o seu computador está rodando o X o documento formatado poderá ser visto com o comando
xdvi exemplo.dvi

Há um problema com o pacote algorithm do LaTeX, que não é suportado pelo babel, fazendo que a lista de algorítmos saia com o título ``List of Algorithms'' e o título de cada um deles seja impresso como ``Algorithm #''. Para evitar esse problema, coloque no preâmbulo de seu documento LaTeX, após o comando \usepackage{algorithm} o seguinte:

\renewcommand{\ALG@name}{Algor\'{\i}tmo}
\renewcommand{\listalgorithmname}{Lista de Algor\'{\i}tmos}

Outro problema com algumas versões do teTeX é o ambiente proof, encontrado nas classes amsbook, amsart, etc. cujo título sai como ``Proof.''. Para corrigir isso, coloque no preâmbulo de seu documento o comando

\renewcommand{\proofname}{Demonstra\c{c}\~ao}

Usuários do LyX podem incluir esses comandos no preâmbulo do documento usando o menu Layout/Latex Preamble. Pode-se resolver o problema alterando o arquivo portuges.ldf que contém as definições necessárias ao Português, mas esta solução não é portável, pois exigirá que tal arquivo seja alterado em todas os computadores em que o documento deva ser processado. Para os interessados, coloquei à disposição na página do HOWTO um arquivo chamado portuges.ldf.patch que criei para o teTeX em minha máquina (Slackware). Para aplicar a atualização, copie-o para o diretório /usr/lib/teTeX/texmf/tex/generic/babel (Slackware), faça uma cópia de reserva do portuges.ldf original e invoque o utilitário patch:

cp -p portuges.ldf portuges.ldf.backup
patch < portuges.ldf.patch

Use o patch por sua conta e risco! Se você deixar o backup no diretório original ele será incluído no arquivo ls-R da próxima vez que o programa texhash for executado. Isso não fará mal algum, mas pode-se mover o backup para algum lugar seguro (eu uso /usr/backup).

Há uma lista de discussão brasileira de usuários de TeX/LaTeX, chamada TeX-BR, que roda no servidor de listas da FURG. Para entrar da lista mande um mail contendo apenas a palavra ``subscribe'' no corpo para tex-br-request@listas.furg.br. Esta lista é administrada por Rafael Rodrigues Obelheiro < obelix@biquinho.furg.br>.

Pode ser útil também um documento de exemplo para ter onde começar. Pensando nisso, Klaus Steding-Jessen < jessen@ahand.unicamp.br> preparou um pequeno documento em Português com o objetivo de ser um guia ``by example'' para o usuário de LaTeX iniciante e intermediário, que pode ser obtido via WWW em http://www.ahand.unicamp.br/jessen/LaTeX/LaTeX-demo/. Klaus ecreveu também uma série três artigos destinados a ``descrever o sistema LaTeX como uma alternativa mais eficiente aos processadores de texto WYSIWYG'' que podem ser lidos via WWW em http://www.ahand.unicamp.br/jessen/LaTeX/artigo-1/html/.

Ispell

Dicionários para o Português de Portugal podem ser obtidos via WWW na página do Projecto Natura em http://www.di.uminho.pt/~jj/pln/pln.html. Para o Brasil, há uma versão compilada pelo Ueda: http://www.ime.usp.br/~ueda/.

Eu gostaria de poder colocar maiores informações, mas ainda não tenho conhecimento suficiente sobre o Ispell e não posso ensinar o que não sei. Preciso de ajuda aqui.

LyX

Para aqueles que acham trabalhoso escrever documentos para o LaTeX usando um simples editor de texto (e realmente é) LyX é uma excelente opção. Este programa cria uma interface gráfica através da qual editamos os documentos que serão depois formatados pelo LaTeX. O ambiente é quase-WYSIWYG (What You See Is What You Get - O que tu vês é o que tu obténs). LyX não roda apenas em Linux, mas em qualquer Unix. Maiores informações podem ser obtidas em

http://www.lyx.org

Tendo o LyX instalado, é muito fácil criar documentos com acentuação em Português. Seguindo as seguintes regras:

Para o LyX imprimir corretamente, é necessário que, ao criar um novo documento, sejam selecionados a língua e a codificação de caracteres adequadas. Crie um documento selecionando o menu File/New. Depois selecione o menu Layout/Document. Na caixa de diálogo ``Document Layout'' selecione no ítem Language a opção ``brazil'' ou ``portuges'' (sem o u mesmo); no ítem Encoding selecione ``latin1''.

Veja a observação sobre o pacote algorithm na seção  TeX, LaTeX

Uma observação final sobre o LyX: até a versão 0.12 ele utiliza a biblioteca XForms para construir a interface com o usuário. Como essa biblioteca não tem suporte para acentuação, não é possível digitar letras acentuadas nas caixas de diálogo, somente no corpo do documento editado. Segundo os desenvolvedores, nas novas versões do LyX será possível escolher o tipo de interface ao compilar o programa, o que permitirá o uso de toolkits mais flexíveis. Já existe uma versão de LyX portada para o toolkit Qt, usado no KDE, chamada KLyX. Os autores são Matthias Ettrich -- autor original do LyX -- e Kalle Dalheimer. Para maiores informações, consulte via WWW: http://www-pu.informatik.uni-tuebingen.de/users/ettrich/.

Fortune

Fortune é aquele programa que toda vez que é invocado apresenta uma pequena mensagem, geralmente bem humorada. Ele é inspirado nos biscoitos da fortuna chineses (em inglês fortune cookies, daí o nome). Eis algumas mensagens típicas:

dROGA!!oNDE ESTA O cAPSLOCK??

Mouse não encontrado, bater no gato? (S/N)

Que fio é ess<=V++088.../NO CARRIER

Quem ri por último está conectado a 2400Bit/s.
Tudo que o programa faz é escolher aleatoriamente uma mensagem em um repositório mantido no diretorio /usr/games/fortunes (Slackware) ou /usr/share/games/fortunes (Debian). Neste diretório existem diversos arquivos com as ``fortunas'' e um arquivo índice para cada um deles, que possui a extensão .dat. O formato dos arquivos é muito simples: cada fortuna é composta de uma série de linhas de texto. As fortunas são separadas umas das outras por linhas contendo apenas um caracter %. Veja o trecho a seguir:
O que são quatro pontos na parede? Four migas. Ugh!
%
Errar é humano, botar a culpa no computador é mais humano ainda.
%
Aí ela me disse: Ou eu ou o modem! Sinto muitas saudades dela...
Tudo que temos a fazer é criar um arquivo com as fortunas chamado, digamos fortunes com o formato descrito acima. Depois basta usar o programa strfile para gerar o índice:
strfile fortunes
e um arquivo chamado fortunes.dat será criado. Claro que se quisermos que o fortune mostre apenas mensagens em Português, teremos que remover os arquivos existentes no diretório original. Sugiro simplesmente renomeá-lo para fortunes-en (de English) e criar outro vazio. Eu coletei algumas fortunas e as coloquei no arquivo fortunes-pt.tar.gz que pode ser obtido via WWW na página do Portuguese HOWTO. Não esqueça de colocar no seu /etc/profile algumas linhas contendo uma chamada ao fortune, por exemplo
if [ -x /usr/games/fortune -a ! -e $HOME/.hushlogin ]; then
   echo
   /usr/games/fortune
   echo
fi
Uma última informação: se o nome de um arquivo termina com o sufixo -o o fortune só o consulta se for chamado com a opção -o. Esses arquivos são os que contém mensagens cujo conteúdo pode ser considerado ofensivo por algumas pessoas, tais como
Só não mando a sogra pro inferno, com pena do Diabo.
Claro que existem coisas muito mais ofensivas por aí, mas este é um Linux HOWTO e não queremos realmente ofender ninguém, certo?

Jdk (inclui ICQJava)

Esta informação é baseada em uma mensagem da qual guardei o conteúdo mas não o remetente. Peço desculpas e espero que perdoe a falha. Não testei pessoalmente a informação e peço que me escrevam confirmando tanto a correção quanto, se possível, a identidade do autor.

O Jdk utiliza fontes padrão que não suportam acentos. Isto quer dizer que letras com acentos são ignoradas e, geralmente, confundem o resto do texto. Resolver isto é extremamente fácil:

6.2 Rede local e Internet

FTP (File Transfer Protocol)

Existem dois modos de transferencia de arquivos: binary e ASCII, sendo este utilizado para textos. Deve-se tomar cuidado ao transferir um arquivo, pois o modo de transfêrencia ASCII remove o oitavo bit de cada caracter transmitido, o que terá como consequencia a perda de todos os caracteres acentuados. Desta forma é aconselhado o envio de documentação em modo binary de forma a manter a integridade da mesma.

Cuidado! Algumas versões mais antigas do pacote net-tools do Linux têm um cliente FTP que não reconhee corretamente quando o servidor remoto roda Unix. Deste modo ele não comutará o modo de transferência para binário automaticamente. Além disso, alguns servidores FTP também não fornecem a informação corretamente. Certifique-se de digitar o comando bin antes de um get quando quiser que a transferência seja binária!

Correio eletrônico

O mesmo tipo de restrições do FTP se aplica ao envio de documentos contendo caracteres acentuados, através de correio eletrônico. Embora isto não aconteça en todos os sistemas em uso na internet, bastará que o correio enviado passe no seu trajecto por um sistema que não suporte 8 bits de informação para que o nosso documento seja deturpado.

Para que não hajam problemas, deve-se utilizar um programa de mail, que suporte o formato MIME (Multipurpose Internet Mail Extensions), formato este que permite o envio de documentação em modo 8 bits. Exemplos de programas de correio eletrônico com suporte para MIME, são o Eudora e o Pine.

Se o destinatário da mensagem não usa um agente com suporte para MIME, existe a opção de codificar os documentos com o utilitário UUENCODE. Para maiores informações a esse respeito, leia a documentação usando os comandos

man uuencode
man uudecode


Página seguinte Página anterior Índice